Medicamento contra Alzheimer chega ao Brasil em setembro

O donanemabe, medicamento para tratamento de Alzheimer comercializado como Kisunla pela farmacêutica Eli Lilly, estará disponível no Brasil a partir de setembro de 2025, inicialmente apenas na rede privada de saúde. O tratamento é voltado para pacientes em estágios iniciais da doença.

O preço do medicamento foi aprovado em julho pela CRMM (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). A rede Alta Diagnósticos, do grupo Dasa, já confirmou a disponibilização do Kisunla em suas unidades no Rio de Janeiro e São Paulo, enquanto a rede Mater Dei também oferecerá o produto, sem definição de datas exatas.

No Alta Diagnósticos, a aplicação custa a partir de R$ 8.800 por frasco de 350mg, incluindo a substância, materiais e acompanhamento profissional durante a infusão. Nessa clínica em específico, pacientes a partir de 65 anos podem fazer o tratamento, sendo obrigatório apresentar o exame de sangue Beta Tau ou Apoe 4, ressonância do crânio e PET CT amiloide. A dose a ser aplicada depende da análise do médico.

O donanemabe atua diretamente contra as placas de proteína amiloide no cérebro, consideradas um dos principais marcadores da doença. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o uso do medicamento em abril de 2025, depois de estudos clínicos comprovarem sua eficácia. O donanemabe entra na corrente sanguínea e circula até encontrar as placas amiloides, provocando uma reação inflamatória controlada que ajuda a remover essas proteínas do cérebro.

Nem todos os pacientes com Alzheimer podem receber o Kisunla. O tratamento é indicado apenas para pessoas com comprometimento cognitivo leve ou demência inicial leve associada à doença, com patologia de beta-amiloide comprovada por exame PET amiloide ou líquor, e que não sejam homozigotos para o gene APOE4.

Atualmente, não há previsão para que o Kisunla esteja disponível no SUS (Sistema Único de Saúde) ou cobertura por planos de saúde. Hoje, o SUS oferece apenas medicamentos anticolinesterásicos e memantina, que modulam neurotransmissores.

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