Meta é acusada de mentir sobre privacidade no WhatsApp

Um grupo internacional que inclui o Brasil entrou com uma ação judicial contra a Meta, acusando a empresa de fazer afirmações falsas a respeito da privacidade e da segurança do , aplicativo de mensagens.

Segundo a , que teve acesso ao processo, o grupo que impetrou a ação questiona as declarações do WhatsApp sobre a “criptografia de ponta a ponta” –mecanismo que tornaria as mensagens dos usuários na plataforma inacessíveis até para a própria empresa.

Os autores afirmam que o WhatsApp tem acesso às comunicações que promete proteger. A Meta, empresa de Mark Zuckerberg, negou as alegações e classificou o processo como uma “obra de ficção frívola”.

A ação foi protocolada na 6ª feira (23.jan.2026) no Tribunal Distrital dos Estados Unidos em São Francisco.

Os advogados que representam os autores solicitaram à Corte que registre o caso como uma ação coletiva, o que pode expandi-lo para incluir um número maior de usuários do WhatsApp em todo o mundo.

A “criptografia de ponta a ponta” é um elemento central do argumento de privacidade do WhatsApp. A cada novo chat aberto na plataforma, a Meta exibe uma mensagem informando aos usuários que “as mensagens e chamadas são encriptadas ponta a ponta. Só as pessoas nesta conversa as podem ler, ouvir ou compartilhar”.

De acordo com o processo, no entanto, a Meta e o WhatsApp “armazenam, analisam e podem acessar virtualmente todas as comunicações supostamente ‘privadas’ dos usuários do WhatsApp”.

Os autores da ação são usuários da Austrália, do Brasil, da Índia, do México e da África do Sul. O documento faz referência a “informantes” (“whistleblowers”) que teriam ajudado o grupo a descobrir essas práticas. A queixa não identifica tais informantes nem fornece detalhes sobre o papel que exerceram no processo.

OUTRO LADO

A Meta, que comprou o WhatsApp em 2014, afirmou por meio de um porta-voz que o processo é “frívolo” e que “buscará sanções contra os advogados dos autores da ação”.

Andy Stone, porta-voz da Meta, afirmou por e-mail à Bloomberg que “qualquer alegação de que as mensagens das pessoas no WhatsApp não são criptografadas é categoricamente falsa e absurda”. E acrescentou: “O WhatsApp tem sido criptografado de ponta a ponta usando o protocolo Signal há uma década. Este processo é uma obra de ficção frívola”.

Os advogados listados no processo, incluindo os escritórios Quinn Emanuel Urquhart & Sullivan e Keller Postman, não responderam aos pedidos de comentário feitos pela Bloomberg. Jay Barnett, do escritório Barnett Legal, outro advogado da ação, recusou-se a comentar.

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