O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta 4ª feira (18.mar.2026) estar “atento” à alta dos combustíveis e afirmou que a Casa buscará soluções conjuntas com o governo para evitar prejuízos à população.
Segundo Motta, o aumento é um reflexo externo que foge à vontade do Brasil, mas que atinge diretamente a logística nacional por causa da predominância do modal rodoviário.
“Nós temos uma guerra no Irã que interfere em toda a cadeia de petróleo do mundo e isso levou, nos últimos dias, a ter um aumento rápido e muito considerável no preço do barril do petróleo, o que incide no aumento do preço dos combustíveis de forma mundial. Nós temos um modal rodoviário de logística interna, ou seja, nós dependemos dos serviços para a logística dos caminhoneiros”, disse a jornalistas.
A declaração se dá em cenário de crescente pressão dos caminhoneiros, que articulam uma paralisação nacional em protesto contra o preço do diesel. A categoria alega que a volatilidade do barril de petróleo, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio, tornou o frete insustentável.
“Nós não queremos um desequilíbrio nos preços do país. Nós queremos que a estabilidade possa ser mantida. Nós não queremos que os caminhoneiros sejam prejudicados com essa alta dos preços do petróleo e que ao lado do governo, ao lado do Senado Federal, possamos encontrar as soluções necessárias para esse momento”, declarou o presidente.
PACOTE DO DIESEL
Em 12 de março, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou um pacote de medidas para reduzir o impacto da alta do diesel no Brasil. A iniciativa inclui redução de impostos e criação de subsídio ao combustível, com impacto estimado de R$ 30 bilhões nas contas públicas até 31 de dezembro de 2026.
A medida foi adotada depois da alta do preço do petróleo no mercado internacional, associada à escalada das tensões no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O diesel é considerado estratégico para a economia brasileira porque influencia o custo do transporte de cargas e, consequentemente, o preço de alimentos e outros produtos.
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