Supostamente, com base na justificativa do procurador, ele pode estender o ato a partir do Presidente da República ao matuto, uma vez que todos cometem erros ao utilizar a língua portuguesa. Em tempo: Não esquecer os políticos, juristas, artistas, ativistas e outros “istas” nacionais. Além disso, futuramente, recordaremos esta ação.
BELO HORIZONTE – 19/02/2026 – O MPF (Ministério Público Federal) em Minas Gerais processou a Globo pela pronúncia incorreta da palavra “recorde”. A ação foi movida pelo procurador Cléber Eustáquio Neves, que pede que a emissora pague R$ 10 milhões por “lesão ao patrimônio cultural imaterial da língua portuguesa”. A informação é do jornalista Gabriel Vaquer.
O procurador afirma que a emissora tem adotado pronúncia errada e tem feito a população falar de forma incorreta. “A palavra ‘recorde’ é paroxítona, com a sílaba tônica em cor: reCORde. Portanto, não leva acento gráfico e não deve ser pronunciada como proparoxítona. Leia-se RÉ-cor-de”, disse na ação.
Neves adicionou vídeos do “Jornal Nacional”, do “Globo Esporte” e do “Globo Rural”, em que identificou a pronúncia incorreta da palavra. “A Globo atua como um braço do Estado na difusão de informações, portanto, a utilização da norma culta da língua portuguesa não é uma opção estética, mas um modelo de qualidade e eficiência administrativa”, afirmou.
Segundo o procurador, “quando uma concessionária de alcance nacional propaga, de forma reiterada e sistemática, um erro de pronúncia, conhecido por erro de prosódia, ela viola o direito difuso da sociedade a ter acesso a uma programação com finalidade educativa e informativa”.

O MPF pede que a Globo faça uma retificação da pronúncia correta da palavra em rede nacional em seus telejornais e programas esportivos. Pede também uma liminar em caráter de urgência para que essa correção seja feita o mais rápido possível.
A Globo foi notificada antes do Carnaval e ainda não apresentou sua defesa.
A forma correta e recomendada pela norma culta e pelo VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa) é recorde (paroxítona, com som no “cor”: re-COR-de). Embora “récorde” seja muito popular no Brasil por influência do inglês, a pronúncia e escrita sem acento é a oficial na língua portuguesa.
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