O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), disse na 6ª feira (20.mar.2026) que o governo norte-americano está “muito perto” de atingir seus objetivos militares no Oriente Médio em relação ao Irã. Em postagem na Truth Social, citou 5 metas que estão sendo perseguidas pelo país no conflito.
Na publicação, Trump afirmou que Washington busca desarticular as capacidades estratégicas do regime iraniano, impedir qualquer avanço nuclear e manter proteção reforçada a aliados dos EUA no Oriente Médio.
“Estamos chegando muito perto de atingir nossos objetivos, à medida que consideramos encerrar nossos grandes esforços militares no Oriente Médio no que diz respeito ao regime terrorista do Irã”, disse Trump.
A fala foi dada depois de uma sequência de manifestações públicas em que o republicano misturou pressão militar, preocupação com o mercado de energia e cobrança a parceiros internacionais.
Eis os objetivos declarados por Trump:
- degradar completamente a capacidade de mísseis do Irã, seus lançadores e tudo o que estiver relacionado a eles;
- destruir a base industrial de defesa do Irã;
- eliminar a Marinha e a Força Aérea do país, incluindo armamentos antiaéreos;
- não permitir que o Irã tenha capacidade nuclear e manter sempre os Estados Unidos em posição de reagir de forma rápida e contundente caso isso aconteça;
- proteger, no mais alto nível, os aliados no Oriente Médio, incluindo Israel, Arábia Saudita, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait e outros.

Depois da lista, Trump voltou ao tom de cobrança aos aliados e declarou que o estreito de Ormuz “terá de ser guardado e policiado” por outros países que usam a rota, não pelos Estados Unidos.
Segundo ele, Washington ajudaria essas nações se fosse solicitado, mas isso “não deve ser necessário” quando a ameaça iraniana for eliminada. Disse ainda que seria “uma operação militar fácil” para esses países.
Na 6ª feira (20.mar.2026), o republicano chamou aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de “covardes” e disse que parceiros reclamam do preço do petróleo, mas não querem ajudar a reabrir o estreito de Ormuz.
No mesmo dia, o governo dos EUA suspendeu temporariamente sanções ao petróleo iraniano. Segundo Scott Bessent, secretário do Tesouro, a medida vale só para combustível iraniano já armazenado em navios no mar e deve colocar cerca de 140 milhões de barris no mercado global, com o objetivo de aliviar a pressão sobre a oferta de energia e conter a alta dos preços.
Na 4ª feira (18.mar), Trump também ameaçou ampliar a resposta militar caso houvesse retaliação iraniana depois de Israel atingir o campo de gás South Pars, no Irã. Na ocasião, declarou que os EUA e o Qatar não sabiam do ataque e disse que Israel não voltaria a atingir a área, considerada a maior reserva de gás do mundo e administrada por Irã e Qatar.
No dia seguinte, declarou ter pedido a Israel que não repetisse ataques à infraestrutura energética iraniana, enquanto Teerã prometia resposta “sem limites” a novas ofensivas.
ESCALADA NA TENSÃO
O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União, na 3ª feira (24.fev), Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.
Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
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