O senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) criticou neste sábado (28.fev.2026) a nota do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o ataque dos Estados Unidos ao Irã. Defendeu que presidente do Brasil escolheu se alinhar ao “moralmente errado”e apoiar um país que reprime a sua população, em especial, as mulheres.
Flávio publicou uma foto do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), sentado a poucos metros de Ismail Haniyeh, líder do Hamas, durante a posse do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian.
A foto foi tirada em 31 de julho de 2024. Não há registros de qualquer interação entre Alckmin e o líder do Hamas.

Segundo o senador e pré-candidato pelo PL (Partido Liberal) à Presidência da República nas eleições de 2026, o posicionamento do governo Lula é inaceitável. Flávio afirmou que o governo adota uma posição de apoio político a Teerã, capital do Irã, e se coloca “ao lado errado de um conflito grave”.
O ataque norte-americano é realizado com o apoio direto de Israel, que realizou um bombardeio em Teerã poucas horas antes da operação dos EUA. Segundo a IDF (Forças de Defesa de Israel), o Irã retaliou o ataque israelense e lançou mísseis contra o país. Israel está em alerta vermelho.
O Itamaraty condenou os ataques no país persa. Pediu para que os EUA e o Irã resolvam o conflito por vias diplomáticas e evitem uma escalada do conflito.
Flávio declarou que o Irã não é um ator neutro no cenário internacional, e que o governo do país financia e apoia organizações terroristas que “grita publicamente ‘morte à América’”.
O senador declarou ainda que o país persa quer varrer Israel do mapa e manter um programa nuclear notoriamente para fins militares. Disse ainda que o governo do Irã reprime sua população com violência sistemática, em especial contra mulheres.
“O Brasil não precisa se intrometer em conflitos regionais, nem assumir papel protagonista em disputas que não nos pertencem. O que não pode é escolher o alinhamento moralmente errado, legitimando um regime que promove instabilidade e ameaça países parceiros do nosso próprio interesse estratégico”, disse o senador.

Flávio prestou solidariedade aos Emirados Árabes Unidos, ao Reino do Bahrein e a outros que tenham sido “covardemente atacados pela ditadura do Irã”. Disse que essas nações têm relações comerciais relevantes com o Brasil e diálogo institucional crescente.
“Política externa responsável exige prudência e clareza. Neutralidade não é sinônimo de complacência, e contenção não pode significar apoio indireto a regimes que promovem terror, desestabilização e sofrimento”, declarou.
POSIÇÃO DO GOVERNO LULA
A nota do Itamaraty diz que o Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção para evitar a escalada de hostilidades.
As embaixadas do Brasil na região acompanham os desdobramentos das ações militares, segundo o Itamaraty, com atenção às necessidades das comunidades brasileiras nos países afetados.
“O governo brasileiro condena e expressa grave preocupação com os ataques realizados hoje (28/2) por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”, diz um trecho do comunicado.
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