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Empresa que construiu o Anexo do HE tem suposta ligação com a Queijo Minas revelada

A CNN Brasil revelou em reportagem que há uma relação entre o empresário Ronaldo Aureliano da TCI Modulares, empresa que construiu o Anexo do Hospital de Emergências em Macapá, e a empresa Wisley A.

Empresa que construiu o Anexo do HE tem suposta ligação com a Queijo Minas revelada

A CNN Brasil revelou em reportagem que há uma relação entre o empresário Ronaldo Aureliano da TCI Modulares, empresa que construiu o Anexo do Hospital de Emergências em Macapá, e a empresa Wisley A. de Souza Ltda (Queijo Minas) que arrematou o maior lote no leilão de compra de arroz importado realizado pela CONAB.

Em entrevista à CNN Brasil, Aureliano declarou que faz parte de um grupo com várias empresas e vários sócios. Um desses sócios seria Wisley. A CNN também os questionou sobre o fato de a sede da empresa ser uma loja de queijos em Macapá. Aureliano respondeu: "Não é uma loja. Somos uma distribuidora. São cinco lojas igual aquela. Temos três galpões de distribuidora. Atendemos Belém, Santarém, Amapá inteiro. Não é só aquilo ali que estão mostrando. Somos um grupo grande. Temos mais de cem caminhões distribuídos no Norte todinho. Temos condições de comprar e distribuir esse arroz pro Brasil inteiro".

A TCI Modulares, empresa comandada por Ronaldo Aureliano, realizou diversas obras no Amapá. Entre elas o Anexo do HE, a ampliação da UBS Marcelo Candia, a construção da UBS do Macapaba, além de diversas outras obras na área de Saúde e Educação.

"Eu não sou obrigado a demonstrar poder econômico onde eu não preciso. O nosso grupo faturou R$ 400 milhões em 2023. Por que eu não dou conta de comprar R$ 700 milhões de arroz?" declarou Aureliano.

Já o empresário Carlos Batista Braz, apontado como também sócio da Queijo Minas, nega que Aureliano e Wisley sejam sócios: “"Eu tenho umas empresas do meu nome, né? E a gente trabalha em conjunto, divide o mesmo espaço, né? Num Centro de Distribuição", disse.

Carlinhos, como é conhecido Carlos Braz, diz que a relação dele com Wisley é antiga e que são amigos, mas que ele contraiu uma virose e que por isso não podia dar a entrevista. "É um amigo de longa data, né? A gente tá junto desde os 17 anos de idade. Chegamos juntos em 1997 no dia 2 de Janeiro aqui no estado do Amapá com intuito de trabalhar, né?"

Sobre o aumento de capital de R$ 80 mil para R$ 5 milhões dias antes do leilão, Carlinhos diz o seguinte: "A gente estava fazendo um empréstimo financeiro e nos foi solicitado isso aí", disse. Ele completou dizendo ter sido uma "coincidência" a mudança ter ocorrido próximo ao leilão. "Foi só uma coincidência."

De acordo com ele, o nome da loja é "Queijo Minas" porque "começamos vendendo queijo". E concluiu: "O fato que vocês têm que entender é que nós somos um grupo, nós somos fortes. Não somos fracos. Não somos uma portinha".

Parlamentares gaúchos apresentaram uma contestação ao TCU, alegando fortes indícios de fraudes no leilão de arroz importado realizado pela CONAB no ultimo dia 5 de Junho. Na mesma contestação ao TCU, os parlamentares alegam suspeita de que Wisley Souza seja um laranja. A empresa de Wisley, a Queijo Minas sediada em Macapá, arrematou lotes que somados ultrapassam a quantia de R$ 700 milhões.