A porta-voz do Gabinete de Assuntos de Taiwan –braço do governo chinês para assuntos taiwaneses–, Zhu Fenglian, disse nesta 4ª feira (25.mar.2026) que a China não descarta o uso de força militar para frustrar os apoiadores da independência da ilha.
Segundo a porta-voz, a postura de Pequim para concretizar a reunificação tem sido de promoção de um espaço pacífico, mas o governo tem “plena confiança” em sua capacidade de lidar com as forças separatistas do outro lado do estreito. “Jamais prometeremos renunciar ao uso da força e manteremos a opção de tomar todas as medidas necessárias”, disse Zhu.
A declaração foi feita em uma entrevista com jornalistas. A porta-voz foi questionada sobre o relatório da CIA (Agência Central de Inteligência, na sigla em inglês) publicado na semana passada que diz que a China não tem planos de invadir Taiwan militarmente neste ano e no ano que vem.
A porta-voz chinesa disse que não cabe a agentes externos opinar sobre a relação entre a China e Taiwan, pois é um assunto interno chinês. Zhu declarou que a causa principal da situação no estreito de Taiwan é a busca de autoridades do DPP –partido que governa Taiwan desde 2016– por forças externas para apoiar a independência da ilha.
“Temos a firme vontade, a plena confiança e a capacidade suficiente para frustrar qualquer tentativa separatista de ‘independência de Taiwan’, salvaguardar a soberania nacional e a integridade territorial e promover, sem hesitar, a grande causa da reunificação nacional”, afirmou Zhu.
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