Quando digo que a poesia, as artes, nos salvam é porque assim sinto e percebo a vida. E quanto mais vivo, mais me certifico de que assim é.
E a poesia está em todas as manifestações de artes, está na vida.
Nesta segunda semana de março de 2026, fez-se evento a arte cinematográfica, a qual em si abraça várias artes em um concílio de sensibilidades. Foi a premiação do Oscar 2026.
Não posso negar, o meu foco naquele momento estava na participação dos brasileiros.
E foram muitos os prêmios que antecederam ao da Academia. Quem ali chegou, já chegou consagrado em uma trajetória que incluiu, além dos Estados Unidos, a Europa. Nada mais será como antes para atores, diretores, roteiristas e demais integrantes de uma equipe de filmagem depois de atravessarem o tapete vermelho.
Ouvir o nome de Alphonso Veloso para receber o PRÊMIO DE MELHOR FOTOGRAFIA por seu trabalho no longa Sonhos de Trem, filme norte-americano, foi motivo de alegria. Um fotógrafo brasileiro entre os mais aclamados do universo cinematográfico, em um filme que é pura poesia. Em um tempo/espaço bruto revela-se o fluir de rios de humanidade, onde a fotografia conduz com elegância as nuances e os humores.
Mas não paramos por aí. Havia um filme – O Agente Secreto – e atores brasileiros (Wagner Moura e o elenco) que se destacaram entre os melhores dos melhores e lá estavam com toda nossa brasilidade, dizendo sim, nós somos uma cultura que desabrochou, floriu e se multiplicou. Não trouxeram a estatueta, mas dignificaram a arte que é feita neste país e espalharam pelo mundo nossa história, nossa cultura, a alma e o talento dos brasileiros.
O Agente Secreto é a poesia do insólito através da narrativa do peso de ser na insustentável leveza dos refugiados, dos constrangidos e das mentes brilhantes e alegres sabotadas pelos amargos e miseráveis com suas vidas vazias repletas de morte. Isso tudo expresso em uma estética que valoriza o dia que nasce, o sol que se põe, as ruas e praças de todos conhecidas.
Resumindo, o simples e cotidiano provocando reflexões sobre caminhos e descaminhos da humanidade ou da desumanidade. É um filme ágil sem contorcionismo eclético.
Sejamos honestos, o Wagner Moura (O Agente Secreto) disputando a estatueta na mesma escala de valores com Michael B. Jordan (Pecadores), Timothée Chalamet (Marty Supreme), Leonardo DiCaprio (Uma Batalha Após a Outra) e Ethan Hawke (Blue Moon) já é uma dose suficiente para acabar de vez com qualquer complexo de vira-lata de um povo.
O post O AGENTE SECRETO REVELOU O BRASIL apareceu primeiro em A Gazeta do Amapá.
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