Quando ocorrem repetidamente, os picos de glicose favorecem a inflamação, o aumento da fome, um maior acúmulo de gordura abdominal e a piora progressiva do metabolismo, conforme aponta o endocrinologista e metabologista Nemer Finotelo. O médico destaca que a instabilidade glicêmica é “mais perigosa do que muitas pessoas imaginam”.
De acordo com o especialista, que atende em Florianópolis (SC), quando a glicose oscila demais, pode ser “um sinal de que o organismo já está perdendo eficiência metabólica”. Entre os órgãos afetados pela hiperglicemia, consta a tireoide, glândula com a função de sintetizar os hormônios triiodotironina (T3) e tiroxina (T4).
Em entrevista, o médico expert em emagrecimento explica que a curto prazo a descompensação metabólica resultante da instabilidade glicêmica pode alterar exames hormonais de forma transitória, “sem necessariamente significar uma doença estrutural na tireoide”.
Já a longo prazo, Nemer salienta que o principal problema dos constantes picos de glicose é a manutenção de um ambiente de inflamação, resistência à insulina e desregulação metabólica. Na avaliação do médico, esse cenário pode “coexistir com alterações hormonais” e dificultar sintomas, como cansaço e ganho de peso.
O metabologista acrescenta que outros indícios são a lentidão metabólica e a dificuldade de controle do apetite. O especialista em saúde hormonal enfatiza: “Os picos de glicose não costumam ser a causa isolada de um problema tireoidiano, mas podem contribuir para um cenário hormonal cada vez mais desfavorável”.
Fonte: Metrópoles
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