Semana Santa. Naturalmente somos levados a mergulhar nos ensinamentos de Jesus. E há um texto belo e profundo, um poema, O Sermão da Montanha, onde Jesus expressa a abrangência e atualidade de seus ensinamentos.
São vários os tópicos dispostos em uma narrativa concisa e direta. Narrativa em que somos abençoados e recebemos um “norte” – as bem-aventuranças. Elas penetram fundo no corpo e no espírito, pois tratam do labor, da relação, do ser humano com sua humanidade e divindade.
A porta deste encontro, encontro do humano e divino, se abre com o preceito que remete a modéstia, a simplicidade, “Bem-aventurados os pobres em espírito”, contrapondo-se, logo de início, a arrogância dos que em ilusão fantasmagórica esquecem de sua pequenez diante do Criador e se “acham” imbuídos de poderes e direitos sobre a criação e as criaturas.
E as bem-aventuranças continuam, são palpáveis, sensibilizadoras e para serem vivenciadas. Bem-aventurados “os que choram’, não os que provocam o choro, “os humildes”, não os orgulhosos e soberbos que de tudo se assenhoram, tão comum na época atual.
“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça”. O que nos remete para nossa sociedade tão desigual que trata as pessoas de acordo com suas posses e influências.
Bem-aventurados os “misericordiosos”, ‘os puros de coração”, “os pacificadores”. O contraste que podemos fazer aqui com os fatos que nos cercam é luminoso. Jesus não chama de bem-aventurados os que fazem guerras, criam conflitos, geram morte e degradação do ser humano. Ele fala de pacificadores, fala daqueles que olham com amor o seu semelhante.
E nesta Páscoa, quando tantos querem ser donos da Terra, violando direitos, provocando genocídios e toda sorte de catástrofes, o verdadeiro caos, talvez possamos refletir na prática sobre esta benção: “Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança”. Não serão os soberbos, os egoístas, os invasores, os imperialistas, os usurpadores do que não lhes pertence…
Serão os humildes. E quem são os humildes?
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