A Polícia Civil do Amapá deflagrou a operação “Propago” e cumpriu 15 mandados de busca e apreensão nos municípios de Macapá, Santana e Laranjal do Jari. Parte das diligências na capital ocorreu dentro do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá, com apoio da Polícia Penal.
A ação foi coordenada pela Divisão do Laboratório de Combate à Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) e tem como foco desarticular um suposto esquema de corrupção e circulação de recursos ilícitos ligados ao sistema prisional do estado.
De acordo com o delegado César Ávila, responsável pelo LAB-LD, as investigações tiveram início após a prisão em flagrante de um policial penal, em 2024, suspeito de facilitar a entrada de celulares, drogas e outros objetos proibidos no Iapen. A partir desse episódio, a polícia passou a aprofundar a apuração para entender toda a rede envolvida.
Segundo o delegado, o trabalho investigativo buscou identificar não apenas quem introduzia os materiais ilícitos na unidade prisional, mas também quem fornecia esses itens, quem os recebia dentro do presídio e, principalmente, como funcionava o fluxo financeiro por trás das ações criminosas.
As apurações apontaram a participação de detentos e familiares, que atuariam na movimentação de valores provenientes de atividades ilegais. Esses recursos, conforme a polícia, eram utilizados para pagar servidores e viabilizar a entrada dos objetos proibidos no sistema prisional, evidenciando um esquema estruturado e contínuo.
Durante o cumprimento dos mandados, foram realizados bloqueios de contas bancárias dos investigados, além da apreensão de diversos itens que podem contribuir para o avanço das investigações, entre eles uma motocicleta, nove aparelhos celulares, dois notebooks e um equipamento de gravação de câmeras de segurança.
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento, com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a análise do material apreendido. A operação reforça o combate à corrupção dentro do sistema prisional e evidencia os esforços das autoridades para interromper práticas que comprometem a segurança e a legalidade nas unidades de custódia do estado.
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