O ex-prefeito do Rio e pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), defendeu nesta 5ª feira (26.mar.2026) eleições diretas no Estado depois da renúncia de Cláudio Castro (PL) na 2ª feira (23.mar). O Estado vive um momento de instabilidade no comando e o Tribunal Superior Eleitoral definiu na 4ª feira (25.mar.2026) que a eleição será indireta, realizada por votação na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).
Sem vice, pois Thiago Pampolha saiu para assumir vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do RJ, e sem presidente da Alerj, pois Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi afastado, o Rio de Janeiro agora é comandado interinamente pelo desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro).
Em postagem nas redes sociais, Paes afirmou que a população tem o direito de decidir e que, sem eleições diretas, será eleito um candidato que dará continuidade ao governo de Castro.

Na 3ª feira (24.mar.2026), o TSE tornou Castro e Bacellar inelegíveis, condenados por abuso de poder nas eleições de 2022.
O CASO
Castro e Bacellar foram sentenciados por envolvimento em um esquema de contratações temporárias feitas pelo governo estadual por meio da Ceperj (Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos) e da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).
Segundo o Ministério Público Eleitoral, parte dessas contratações foi usada para favorecer politicamente a campanha Castro. O processo chegou ao TSE depois de o TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) absolver o ex-governador em 2024. As suspeitas tiveram início em 2022, na campanha eleitoral. Leia a íntegra da denúncia (PDF – 2,2 MB).
As investigações apontaram que a Ceperj realizou a contratação de 27.000 trabalhadores por meio de projetos e convênios com órgãos do governo estadual. Em muitos casos, os pagamentos eram feitos em espécie, em agências bancárias, o que levantou questionamentos sobre transparência e controle. A fundação também ampliou contratos e programas durante o período eleitoral.
Parte das contratações foi feita em parceria com a UERJ, que também passou a executar projetos com grande volume de contratações temporárias. Segundo as investigações citadas nos processos, os contratados atuaram como cabos eleitorais na campanha de reeleição do governador.
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