Um episódio de violência policial foi registrado na manhã desta 4ª feira (25.mar.2026) na Escola Estadual Senor Abravanel, no Largo do Machado, zona sul do Rio. Durante um protesto de estudantes, um subtenente do Batalhão de Choque da Polícia Militar agrediu alunos dentro da unidade. As cenas foram gravadas e divulgadas nas redes sociais.
O agente atuava no programa Segurança Presente, que atua na prevenção de pequenos delitos com bases setorizadas por bairros. Ele foi afastado preventivamente das atividades operacionais.
As imagens foram registradas por João Herbella, diretor do DCE/UFRJ (Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro). Ele estava com Marissol Lopes, presidente da Ames Rio (Associação Municipal dos Estudantes do Rio de Janeiro), e Theo Oliveira, diretor da entidade. Os 3 foram detidos.
O vídeo que circula nas redes mostra o momento em que o policial discute sobre a apreensão de um celular. Marissol tenta intervir e pede para não ser tocada. Em seguida, é atingida por 2 tapas. Theo se aproxima para ajudar quando é agredido com um soco, e cai no chão. O policial volta e dá mais um tapa na estudante.
Assista (30s):
Segundo nota publicada pela Ames Rio no Instagram, os estudantes foram ao colégio para apoiar um abaixo-assinado que pedia o afastamento de um professor suspeito de assédio. A entidade afirma que tinha autorização da Secretaria Estadual de Educação para a entrada, mas a direção da escola impediu o acesso e acionou o programa Segurança Presente.
A associação relata que as agressões começaram dentro da escola e continuaram na área externa, com uso de spray de pimenta e cassetetes. Diz ainda que seus representantes foram “agredidos e levados arbitrariamente à delegacia” durante a mobilização.
O QUE DIZ A PM

Em nota, a Polícia Militar informou que a Corregedoria-Geral instaurou procedimento para apurar a conduta do agente. O subtenente foi identificado e será encaminhado à 1ª DPJM (Delegacia de Polícia Judiciária Militar). Segundo a corporação, o policial foi afastado do serviço nas ruas e a apuração será feita com “atenção e transparência”.
Eis a íntegra da nota:
“A Assessoria de Imprensa da SEPM informa que o comando da Corporação, diante da gravidade dos fatos contidos nas imagens captadas na referida unidade de ensino, determinou que a Corregedoria Geral instaure um procedimento para apurar a conduta do agente de maneira imediata.
“O militar já foi identificado e será encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM). Nesse contexto, o policial foi preventivamente afastado do serviço das ruas.
“A Polícia Militar reitera seu compromisso institucional de atuar em defesa da sociedade e de sempre apurar com a atenção e transparência necessárias a conduta de seus policiais em serviço”.
O QUE DIZ A SECRETARIA
A Secretaria Estadual de Educação disse lamentar o episódio e afirmou que não compactua com violência no ambiente escolar, classificando a prática como “incompatível com os princípios da educação pública”. A pasta declarou que dará apoio aos estudantes e familiares e que a direção acionou a Polícia Militar de forma preventiva “para garantir a segurança e preservar um ambiente adequado ao diálogo”.
A secretaria também afirmou que a atuação em escolas deve seguir protocolos e respeitar os estudantes, e reiterou o compromisso com um ambiente “seguro, acolhedor e respeitoso” para a comunidade escolar.
Eis a íntegra da nota:
“A Secretaria Estadual de Educação lamenta o ocorrido e reforça que não compactua com qualquer forma de violência no ambiente escolar, prática incompatível com os princípios que orientam a educação pública. A Seeduc prestará todo apoio aos estudantes envolvidos e seus familiares.
“A direção da unidade acionou a Polícia Militar durante um protesto de alunos de forma preventiva, com o objetivo de garantir a segurança de todos e preservar um ambiente adequado ao diálogo. A Secretaria destaca que toda atuação em espaço escolar deve respeitar rigorosamente os protocolos, os estudantes e o uso adequado dos procedimentos.
“A Seeduc reafirma seu compromisso com um ambiente escolar seguro, acolhedor e respeitoso para toda a comunidade.”
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