O sócio fundador do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), , afirmou no domingo (1º.mar.2026) que a escalada dos conflitos no Oriente Médio, com o bombardeio de Israel e a ofensiva militar dos Estados Unidos, pode fazer o preço do barril de petróleo tipo brent alcançar US$ 100.
Os ataques culminaram no fechamento do Estreito de Ormuz, principal passagem marítima do petróleo da região. A extensão do período de bloqueio reduziria o fluxo de escoamento da commodity, diminuindo a oferta no mercado.
“O fechamento temporário do Estreito de Ormuz lança prognósticos de petróleo até US$ 100. Mas depende da duração e intensidade do conflito”, afirmou o especialista por meio de post em suas redes sociais.

Pires afirma que, se o fechamento se resolver “em breve”, o mercado conseguirá sustentar preços abaixo dos US$ 100, dada a oferta elevada do produto de outras regiões produtoras.
De qualquer forma, a cotação da commodity já teve alta de 9,7%, como mostrou o Poder360. O preço do petróleo ficou em US$ 72,5. A última vez que o mercado registrou US$ 100 para o óleo comercializado na Bolsa foi em 2024, ainda antes da posse de Donald Trump (Partido Republicano).

Escalada dos conflitos impacta diretamente o setor
Grandes empresas do setor logístico, como a Maersk, já anunciaram a suspensão do trânsito de seus navios pela região até novo aviso, citando riscos à segurança. Seguradoras marítimas já interromperam coberturas para viagens na área, ampliando a pressão sobre o comércio global de energia.
O preço do petróleo seguia trajetória de queda justamente pela maior disponibilidade do produto no mercado. O aumento tem impacto direto na inflação global. O óleo é a matéria-prima de centenas de produtos, em especial na produção de combustíveis como gasolina e diesel.
Com a escalada dos conflitos, a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) decidiu no domingo (1º.mar) aumentar a produção de petróleo em 206 mil barris por dia a partir de abril de 2026.
O acréscimo retoma a estratégia de aumentos graduais interrompida no início de 2026. No 4º trimestre de 2025, a aliança havia elevado a oferta em 137 mil barris por dia.
O comunicado oficial reafirmou que a devolução total dos cortes será gradual e condicionada às condições de mercado, com plena flexibilidade para pausar ou reverter o processo caso a estabilidade do setor seja ameaçada.
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