O governo do Reino Unido avalia se permitirá a entrada do rapper americano Kanye West no país para participar do Wireless Festival, em Londres. O artista foi anunciado como atração principal do evento, programado para julho, mas a apresentação gerou controvérsia por causa das declarações antissemitas feitas por ele nos últimos anos.
West, que hoje usa o nome Ye, lançou em 2025 a música Heil Hitler e também vendeu camisetas com suásticas. Em janeiro, ele pediu desculpas em um vídeo e atribuiu o episódio a crises maníacas associadas ao transtorno bipolar.
Segundo a BBC, ministros britânicos analisam se a presença do artista seria compatível com o interesse público. Pela legislação do país, o governo pode impedir a entrada de estrangeiros quando considerar que sua presença não é “benéfica para o bem público”.
O primeiro-ministro do país Keir Starmer (Partido Trabalhista) classificou como “profundamente preocupante” a possibilidade de o rapper ser a principal atração do festival. Já seu opositor Chris Philp (Partido Conservador) diz que as declarações do artista ofendem a comunidade judaica. Ele defende que o visto seja negado.
Organizações judaicas britânicas também pressionam por medidas. O diretor-executivo do Board of Deputies of British Jews, Michael Weiger, criticou ainda os organizadores do festival e a empresa Festival Republic por manter o show.
O evento se dará no Finsbury Park entre 10 e 12 de julho, com público estimado de cerca de 50 mil pessoas por dia. Ingressos devem começar a ser vendidos nesta semana.
A controvérsia também afetou o financiamento do festival. Marcas como Rockstar Energy, PepsiCo, Diageo e PayPal anunciaram que não associarão suas marcas ao evento.
Em 2025, um show de Kanye West em São Paulo foi cancelado depois de a prefeitura revogar a autorização para o uso do Autódromo de Interlagos. A justificativa também foram as declarações do rapper.
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