O presidente da CPMI (Comissão Mista Parlamentar de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou na 5ª feira (26.mar.2026) que o relatório final será “técnico e equilibrado” ao fim dos trabalhos da comissão que investiga fraudes em empréstimos consignados.
Segundo ele, caberá a cada congressista decidir, com base na própria consciência e no compromisso com a população, se os votos dados representam o combate à corrupção ou a proteção de responsáveis por desvios na previdência. “Que a verdade triunfe”, declarou Viana a jornalistas.
Ao comentar falas de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre supostos vazamentos de informações da CPMI, Viana disse respeitar a Corte, mas fez críticas de caráter institucional. Para ele, há “muita interferência” dos magistrados em determinados momentos, com decisões tomadas de forma discricionária.
Sobre os vazamentos, afirmou ser “temerário” que um ministro faça esse tipo de declaração sem apontar responsáveis: “Ele é um investigador, sabe o peso das palavras. Gostaria do nome de quem vazou e que a pessoa seja punida; isso gera sensação de que todos nós temos responsabilidade. Não é meu caso”.
Viana declarou ter conduzido os trabalhos com responsabilidade, preservando informações sensíveis, garantindo o andamento das investigações e evitando a contaminação do debate por disputas ideológicas. Afirmou que declarações amplas e sem direcionamento específico prejudicam a relação entre os Poderes.
STF BARRA CPMI DO INSS
O plenário do STF derrubou na 5ª feira (26.mar) a decisão liminar do ministro André Mendonça que determinava ao Senado a prorrogação da comissão. Por maioria, os ministros entenderam que a competência para estender o funcionamento é exclusiva do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O placar foi de 8 votos a 2.
A decisão representou uma derrota para Mendonça, relator das ações relacionadas às fraudes no INSS no Supremo.
A corrente vencedora avaliou que a análise sobre a prorrogação da comissão está inserida no âmbito das atribuições políticas do presidente do Congresso, sendo um ato de natureza discricionária.
Depois do resultado, o presidente da CPMI afirmou que o encerramento dos trabalhos representa “o fim dos sonhos dos aposentados”.
Apesar do fim antecipado, o relatório final da comissão será apresentado e votado nesta 6ª feira (27.mar.2026). Segundo os integrantes, as investigações identificaram quadrilhas envolvidas em desvios e resultaram na prisão de 14 pessoas ligadas aos principais núcleos das fraudes.
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