O líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou na 3ª feira (10.mar.2026) que a política brasileira hoje se organiza em torno de 2 polos partidários opostos –sem espaço para uma eventual 3ª via. Para ele, PL e PT concentram a disputa política nacional em 2026, quando será escolhido o próximo presidente do país.
A declaração foi dada durante encontro do Esfera Brasil, realizado na Casa ParlaMento, braço do grupo em Brasília. Marinho é tido como o provável coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
“Qualquer pesquisa de opinião que vocês façam hoje, qualquer instituto, se vocês estimularem partidos políticos, vão verificar que existem 2 partidos no Brasil. É o PT e o PL”, declarou.
A fala vai de encontro com os planos do presidente do PSD, Gilberto Kassab, que tenta lançar um candidato de 3ª via. Mas, por ora, não tem conseguido encaixar esse nome na disputa polarizada entre os 2 partidos.
Ao falar sobre a formação da chapa presidencial, Marinho disse que a definição do vice de Flávio depende das alianças partidárias que forem consolidadas ao longo do processo eleitoral. Ainda assim, descreveu qual seria o perfil considerado ideal.
“Vamos imaginar que exista alguém que tenha o voto estereótipo, o modelo ideal de uma mulher, de uma deputada evangélica, nordestina. Mas existe alguém com essa característica num partido que estará ligado conosco”, disse. Ele condicionou a escolha, porém, às alianças que estão sendo construídas.
O senador também disse estar otimista com a possibilidade de a direita ampliar a presença no Senado nestas eleições. Segundo ele, o campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode eleger congressistas o suficiente para atingir a maioria qualificada. “Acho que a gente deve ter aí próximo ou acima do quórum de PEC”, disse. Isso significa que seriam 2/3 da composição da Casa Alta.
Se isso ocorrer, o bloco político teria força para aprovar mudanças constitucionais e ampliaria sua influência institucional, já que cabe ao Senado julgar processos de impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
Durante a conversa, Marinho afirmou que um eventual governo de Flávio teria como prioridade promover reformas estruturais no Estado. Citou mudanças no Judiciário.
“Tem de fato reformas que precisam ser implementadas como a administrativa, a política, a do orçamento. A judiciária é essencial. Vamos colocar cada Poder de volta no seu lugar, no lugar que a Constituição determina”, afirmou. Ele foi aplaudido por uma plateia de empresários que assistiam ao discurso.
O senador também criticou o ambiente institucional do país e afirmou que há restrições ao debate político.
“Nossa democracia hoje é relativa. As pessoas têm medo de dizer o que pensam”, declarou. Em outro momento, disse que “se perdeu o pudor nesse país”.
Marinho afirmou ainda que a pré-campanha do grupo político ligado a Flávio Bolsonaro deve iniciar uma agenda nacional nas próximas semanas. O primeiro evento está previsto para 14 de abril, em Rondônia.
“Estamos debruçados justamente na formação dos candidatos regionais. É o que mais dá trabalho”, disse.
Powered by WPeMatico
