O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do PL à Presidência da República, tem dito a representantes do setor financeiro que pretende manter a “espinha dorsal” da política econômica implementada por Paulo Guedes durante o governo do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Mesmo sem a presença do ex-ministro, que se mostrou resistente para voltar à vida pública, o plano para um eventual governo, caso vença as eleições presidenciais de 2026, busca preservar a diretriz de responsabilidade fiscal, redução de impostos e estímulo ao investimento privado.
As pesquisas de intenção de voto mostram Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tecnicamente empatados no 1º e no 2º turno das eleições presidenciais.
O programa está em elaboração por uma equipe técnica do PL e deve ganhar reforços até o fim de março ou início de abril, quando novos nomes poderão ser anunciados.
Entre os nomes considerados com perfil para tocar uma agenda econômico-liberal estão Mansueto Almeida, ex-secretário do Tesouro Nacional, Roberto Campos Neto, ex-presidente do BC (Banco Central), e Gustavo Montezano, ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Adolfo Sachsida também se aproximou do grupo. Ele tem atuado mais na organização da campanha. Sachsida integra a defesa de Jair Bolsonaro, o que facilita a interlocução política. O senador Rogério Marinho (PL-RN) é o coordenador.
O eixo econômico guarda relação com medidas adotadas na gestão de Guedes, como a preservação do legado fiscal, a profissionalização da gestão pública e das estatais, a escolha de quadros técnicos e a intensificação do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos).
O programa também pretende revisitar reformas estruturais, como a da Previdência e a trabalhista, além de simplificar tributos e reduzir a carga tributária. A ideia é estruturar carreiras de Estado, prever mecanismos de avaliação de resultados, de desempenho e serviço público a serviço da sociedade.
Há ainda menção à necessidade de desburocratização por meio de atos infralegais, ampliação de serviços digitais e diminuição do número de ministérios. Isso pode levar à fusão dos ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento, do Trabalho e Emprego e da Previdência Social em um superministério.
No campo macroeconômico, há preocupação com juros em torno de 15% ao ano, o que desestimula o investimento produtivo. A proposta inclui buscar condições de crédito mais equilibradas para ampliar aportes privados e geração de emprego.
Parte das sugestões ainda depende de validação direta do senador. A estratégia é apresentar ao mercado um plano com previsibilidade regulatória e segurança jurídica, elementos considerados centrais para influenciar expectativas sobre dívida pública e crescimento.
Powered by WPeMatico
