O Senado dos Estados Unidos confirmou, na noite de 2ª feira (23.mar.2026), a nomeação do senador republicano Markwayne Mullin como o novo secretário do Departamento de Segurança Interna. Aliado fiel de Donald Trump e descrito pelo presidente como um “guerreiro MAGA” (referência ao slogan “Make America Great Again”), Mullin assume o posto com o desafio de destravar o orçamento do departamento, paralisado desde fevereiro.
Mullin substitui Kristi Noem, a “Barbie do ICE”, que foi deslocada por Trump para chefiar o “Escudo das Américas”, nova iniciativa de segurança do governo Trump para o ocidente.
DO OCTÓGONO AO SENADO
Aos 48 anos, Mullin tem uma trajetória marcada pela agressividade política e física. Antes de ingressar na Câmara dos Representantes por Oklahoma, foi lutador profissional de MMA e empresário do ramo de encanamento. Em 2023, ganhou notoriedade ao desafiar o líder sindical Sean O’Brien para uma luta durante uma audiência no Senado. Ele chegou a se levantar e tirar a aliança para lutar.
Sua agenda é estritamente ligada ao “America First”, lema de Trump:
- muro na fronteira: Defende a conclusão imediata do muro na fronteira com o México;
- deportação em massa: Apoia a meta de Trump de deportar 1 milhão de pessoas por ano;
- política externa: Defende ataques diretos ao Irã para eliminar ameaças à segurança dos EUA.
O novo secretário assume em meio a um “apagão” financeiro. Sem verbas aprovadas pelo Congresso, agentes da Administração de Segurança de Transporte e do ICE estão com salários atrasados, o que resultou em faltas em massa e filas quilométricas nos aeroportos americanos. Para conter o caos, Trump ordenou que agentes de imigração reforcem a segurança nos terminais enquanto o impasse com os democratas persiste.
MUDANÇAS NA GESTÃO
Apesar do estilo “trator”, Mullin sinalizou concessões para acalmar a oposição durante a sabatina:
- Mandados Judiciais: Prometeu exigir ordens assinadas por juízes para buscas em residências, limitando o poder do ICE.
- FEMA: Rejeitou a ideia de extinguir a agência de emergências e prometeu agilizar contratos de ajuda em desastres, criticando a lentidão da gestão anterior.
- Diálogo: Afirmou estar aberto a conversar com democratas para reformar o departamento e “tirar o DHS das manchetes” negativas.
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