BRASÍLIA – 19/02/2026 – A defesa da auditora da Receita Federal Ruth Machado dos Santos negou qualquer envolvimento em esquema de vazamento de dados de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e seus familiares. Em nota, disse que sua trajetória no fisco de 32 anos foi marcada por “correção, discrição e absoluto respeito às normas”.
Ruth foi alvo nesta 3ª feira (17.fev.2026) de operação da Polícia Federal. Ela é apontada como integrante do grupo de 3 agentes da Receita Federal e um funcionário do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) investigados por violarem o sistema de sigilo fiscal de autoridades do Poder Judiciário.
Em nota, a defesa declarou que ela não possui vínculo político-partidário, histórico de militância ou engajamento político que possa sugerir “motivações de natureza política” da sua atuação. Segundo o advogado, a carreira de Ruth foi sempre consolidada como uma “correção, discrição e absoluto respeito às normas”.
Os 4 foram alvos de:
- busca e apreensão nos endereços;
- afastamento cautelar das funções públicas;
- quebra do sigilo telemático e fiscal;
- proibição de entrada nos prédios da Serpro e na Receita Federal;
- proibição de se ausentar da Comarca e recolhimento domiciliar no período noturno e nos finais de semana mediante uso de tornozeleira eletrônica;
- proibição de se ausentar do país, cancelamento de todos os passaportes e determinação de impedimento migratório.
A operação integra a investigação sobre possíveis vazamentos de dados de autoridades na Receita Federal. Faz parte do inquérito das chamadas fake news aberto em 2019 e que, até hoje, está inconcluso e tramita em sigilo. Mesmo assim, os nomes dos novos inestigados vazaram imediatamente após a realização da operação da Polícia Federal.
A decisão do STF de mandar investigar se houve vazamento de dados foi divulgada com exclusividade pelo Poder360 em 13 de janeiro. Tem como pano de fundo uma apuração interna no STF sobre possível quebra de sigilo fiscal de ministros da Corte e de parentes atribuída à Receita Federal e ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Além das buscas, foram determinadas medidas cautelares como monitoramento de alvos por tornozeleira eletrônica, afastamento do exercício de função pública, cancelamento de passaportes e proibição de saída do país.
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