O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), disse nesta 2ª feira (16.mar.2026) que decidiu adiar em 1 mês sua visita à China por causa do conflito de seu país com o Irã. O mandatário se encontraria com seu homólogo, Xi Jinping (Partido Comunista da China), em viagem prevista para 31 de março a 2 de abril.
Trump afirmou que a decisão não está relacionada à relação entre os 2 líderes, que, segundo ele, “é muito boa”. Em entrevista a jornalistas, disse que a situação do conflito “não é tão simples” e que é “importante que ele esteja” nos Estados Unidos neste período.
Mais cedo, durante evento no John F. Kennedy Center for the Performing Arts, Trump pediu que China, Japão e Coreia do Sul ajudem nas operações militares de Washington no Estreito de Ormuz. O presidente afirmou que os países deveriam colaborar porque escoam grandes quantidades de petróleo pelo canal.
“Obtemos menos de 1% do nosso petróleo do estreito. Alguns países obtêm muito mais. O Japão obtém 95%, a China, 90%. Muitos europeus obtêm uma boa quantidade. A Coreia do Sul obtém 35%. Queremos que eles venham nos ajudar com o Estreito”, afirmou Trump.
A declaração do presidente exagera a dependência da China do Estreito de Ormuz, mas a região é estratégica para o país asiático. Os países do Oriente Médio são responsáveis por cerca de 40% das importações de petróleo da China.
No domingo (15.mar), Trump disse que esperava alguma sinalização de ajuda da China em relação ao estreito antes da visita. Em entrevista ao Financial Times, declarou que o encontro com Xi pode ser adiado caso o governo chinês não se envolva no conflito.
PRESSÃO NA OTAN
A pressão de Trump por ajuda de outros países para liberar o estreito não se restringe à China. O norte-americano afirmou que entrou em contato com integrantes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) —aliança militar que inclui EUA, Canadá e 30 países europeus— para obter apoio militar no Oriente Médio.
Ao falar sobre a relação com aliados do bloco nesta 2ª feira, o presidente disse que os Estados Unidos —na época sob a administração de Joe Biden (Partido Democrata) —“não precisavam” ter ajudado a Ucrânia na guerra contra a Rússia. Em seguida, criticou o bloco por se recusar a ajudar Washington nas operações militares no Estreito de Ormuz.
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