Os parlamentares da UE (União Europeia) aprovaram um acordo comercial com os EUA firmado no ano passado, mas que foi adiado durante a campanha de Donald Trump para assumir o controle da Groenlândia, abrindo caminho para a ratificação que Bruxelas espera que se estabilize as relações comerciais.
O Parlamento Europeu aprovou na quinta-feira (26) o acordo de Turnberry de 2025, que elimina tarifas sobre produtos industriais americanos e alguns produtos agrícolas em troca de os EUA reduzirem suas taxas sobre a maioria dos produtos da UE para 15%.
No entanto, os eurodeputados estabeleceram condições às quais Washington pode se opor, a menos que sejam alteradas durante as negociações com os países-membros da UE, que começam em 13 de abril. Eles votaram para adiar os cortes tarifários da UE até que os EUA reduzam suas próprias taxas para 15%. Também concordaram que a UE reverteria sua decisão caso Trump impusesse novas tarifas e que os cortes terminariam em 31 de março de 2028 sem uma nova votação.
Andrew Puzder, embaixador dos EUA na UE, disse ao jornal Financial Times esta semana que, se a UE não cumprisse sua parte do acordo, os EUA poderiam abandonar seus compromissos, incluindo a venda de 750 milhões de euros (R$ 4,53 bilhões) em energia, incluindo gás natural liquefeito, cujo preço está em alta por causa da guerra no Oriente Médio.
Ele elogiou a medida europeia, dizendo que ela proporcionaria a “estabilidade e previsibilidade” necessárias para avançar a relação comercial anual de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,84 bilhões).
Em janeiro, Trump ameaçou impor tarifas adicionais aos países europeus que enviassem tropas à Groenlândia para defendê-la de qualquer tentativa americana de tomá-la à força.
A Suprema Corte dos EUA, nesse meio tempo, decidiu que as tarifas de Trump impostas no ano passado eram ilegais, o que o levou a substituí-las por uma taxa de 10% sob uma lei diferente. Isso deixou os importadores pagando mais de 15% em alguns produtos da UE. Muitos produtos feitos com aço e alumínio, como máquinas de lavar, estão pagando ainda mais sob um regime americano separado.
Roberta Metsola, presidente do Parlamento, disse: “Agimos com base no entendimento de que as tarifas de 15% sobre a maioria dos produtos industriais são o teto e que tarifas adicionais não se aplicarão acima desse nível”, disse ela aos repórteres.
“Posso garantir que queremos concluir isso o mais rápido possível, nas próximas semanas.”
Olof Gill, porta-voz de comércio da Comissão Europeia, disse: “Esperamos que o governo dos EUA cumpra sua parte do acordo e honre seus compromissos conforme estabelecido na declaração conjunta [de Turnberry]”.
“Continuaremos a dialogar de forma construtiva com os EUA em outras frentes de trabalho… notadamente em torno do aço, derivados de aço e outras áreas para possíveis isenções tarifárias.”
Fonte: Folha de São Paulo
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