A Hungria encerrou o processo eleitoral deste domingo (12.abr.2026) com a maior participação de eleitores da história. Segundo a agência Euronews, cerca de 78% dos húngaros compareceram às seções de votação para definir a nova correlação de forças no Parlamento do país.
Viktor Orbán, que está há 16 anos à frente do governo húngaro, declarou satisfação com a elevada participação no processo eleitoral enquanto votava em Budapeste. “Vim para ganhar”, declarou.
A Hungria enfrenta um processo eleitoral acirrado, com chances de uma vitória do líder da oposição Péter Magyar, do partido Tisza.Também concorrem Klára Dobrev (DK, esquerda), Márton Tompos (Momentum, centro), László Toroczkai (Mi Hazánk, direita), Imre Komjáthi (MSZP, esquerda), Béla Adorján (Jobbik, direita) e Péter Ungár (LMP, esquerda).
Segundo projeção feita pelo instituto Medián, o partido de oposição Tisza, de Péter Magyar, teria 55,5% dos votos, diante de 37,9% do Fidesz, de Orbán. O partido de extrema-direita Mi Hazánk aparece com 3,9%.
Pela 1ª vez desde que voltou ao poder, em 2010, Orbán enfrenta uma disputa competitiva. O principal adversário é Péter Magyar, ex-aliado que rompeu com o governo e hoje lidera uma candidatura com discurso anticorrupção e promessa de reaproximação com Bruxelas. Pesquisas compiladas pela agência Reuters indicam vantagem da oposição, mas o número elevado de indecisos mantém o cenário incerto.
Desgaste interno impulsiona oposição
O avanço de Magyar reflete o desgaste do governo depois de anos de dificuldades econômicas. A Hungria enfrenta um período de estagnação, com aumento do custo de vida, pressão sobre os salários e serviços públicos sob críticas.
Em 2025, os salários cresceram cerca de 9,1%, mas o poder de compra subiu somente 4,4%, e uma parcela relevante dos trabalhadores perdeu renda na prática por causa da inflação. Os dados são do KSH (Escritório Central de Estatística da Hungria).
As contas públicas também estão sob pressão, segundo dados da UE (União Europeia). O déficit do governo deve permanecer alto, ultrapassando os 5% em 2026, enquanto a dívida segue em trajetória de alta. Ao mesmo tempo, o investimento e a indústria mostram sinais de fraqueza, com queda na produção e menor dinamismo nas exportações.
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