Zelensky diz que acordo com garantias de segurança dos EUA está pronto

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky (Servo do Povo, centro), afirmou no domingo (25.jan.2026) que o documento com garantias de segurança oferecidas pelos Estados Unidos está totalmente pronto –só falta definir a data e o local para o documento ser assinado.

“Para nós, as garantias de segurança são antes de tudo garantias provenientes dos Estados Unidos. O documento está 100% pronto e estamos esperando que os nossos parceiros confirmem quando e onde vamos assiná-lo”, disse Zelensky a jornalistas em Vilnius, capital da Lituânia, segundo a agência de notícias Reuters.

“O documento será então enviado para ratificação ao Congresso dos EUA e ao parlamento ucraniano”, acrescentou ele, indicando que as negociações do fim de semana com a Rússia em Abu Dhabi apresentaram alguns avanços.

Os detalhes do documento ainda não foram divulgados publicamente. Segundo fontes envolvidas nas negociações, o acordo estabelece garantias de segurança de longo prazo para a Ucrânia, com os EUA como principal garantidor.

Na 6ª feira (23.jan) e no sábado (24.jan), autoridades ucranianas, russas e norte-americanas realizaram sua 1ª reunião trilateral, nos Emirados Árabes Unidos, para discutir a proposta de Washington para pôr fim à guerra que já dura quase 4 anos. Nenhum acordo foi alcançado.

No entanto, Moscou e Kiev disseram estar abertas a um diálogo mais aprofundado e novas discussões são esperadas para o próximo domingo (1º.fev) em Abu Dhabi, afirmou um funcionário norte-americano a jornalistas, segundo a Reuters.

[Em Abu Dhabi] o plano de 20 pontos [dos EUA] e as questões problemáticas estão sendo discutidas. Havia muitas questões problemáticas, mas agora há menos”, disse Zelensky.

O presidente ucraniano disse que não mudou sua posição de que a integridade territorial da Ucrânia deve ser respeitada. “Essas são duas posições fundamentalmente diferentes –a da Ucrânia e a da Rússia. Os norte-americanos estão tentando encontrar um meio-termo”, disse Zelensky, acrescentando que todos os lados devem estar preparados para ceder, inclusive os EUA.

Na madrugada do último sábado (24.jan), ataques russos contra a infraestrutura de energia da Ucrânia deixaram cerca de 1,2 milhão de pessoas sem eletricidade. Bombardeios com drones atingiram Kiev e outras regiões. Autoridades ucranianas disseram que os bombardeios ocorreram antes das conversas em Abu Dhabi, atrapalhando o acordo.

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