O ex-embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos, Peter Mandelson (Partido Trabalhista, centro-esquerda), 72 anos, foi preso nesta 2ª feira (23.fev.2026), em Londres, sob suspeita de má conduta em cargo público. Segundo o jornal The Times, o caso envolve um possível vazamento de documentos sigilosos do governo do Reino Unido ao financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.
Segundo a Polícia Metropolitana de Londres Mandelson foi preso em um endereço no bairro de Camden. Na 5ª feira (19.fev.2026), o ex-príncipe Andrew Windsor –irmão do rei Charles 3º– também foi detido, sob alegações de envio de documentos governamentais confidenciais a Epstein. Andrew foi liberado no mesmo dia.
CRISE NO GOVERNO
A investigação criminal contra Mandelson está em andamento desde o início de fevereiro. Ao The Guardian, o ex-embaixador disse que errou ao manter contato com Epstein depois da condenação, mas negou ser cúmplice de seus crimes.
Mandelson esteve no centro da crise política que abalou o governo do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer (Partido Trabalhista, centro-esquerda), em fevereiro. Em uma semana, 3 altos funcionários do gabinete de Starmer pediram demissão e integrantes do próprio partido do premiê pediram sua renúncia.
A crise estava relacionada à nomeação de Peter Mandelson para a embaixada do Reino Unido em Washington –cargo do qual foi destituído em setembro de 2025, depois da confirmação de laços estreitos com Epstein.
Depois que novos arquivos sobre o caso Epstein foram publicados pelo DOJ (Departamento de Justiça) dos EUA, jornais britânicos revelaram que a relação de Mandelson com o financista era maior do que se supunha. Segundo os e-mails divulgados, o financista enviou dinheiro ao marido do ex-embaixadoe, o brasileiro Reinaldo Avila da Silva, em 2009 —um ano depois de Epstein ser condenado por prostituição de menor.
Jeffrey Epstein foi preso em Nova York em 2019 e morreu no mesmo ano dentro de sua cela. A causa oficial da morte foi suicídio por enforcamento.
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